terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Capítulo que foi urgentemente acrescentado a obra “Pollyanna” da escritora Eleanor H. Porter.

 

Capítulo que foi urgentemente acrescentado a obra “Pollyanna” da escritora Eleanor H. Porter.


Capítulo 33


Pollyanna estranhou.

- Ora, como não podem jogar agora o jogo do contente?

Ela sabia que para muitos o jogo era bem difícil. Mas ela podia ensinar, ajudar aquele povo que não sabia jogar. Ela, americana, aprendeu! Ela sabia, sempre há coisas boas nas coisas ruins. É preciso aprender a encontrar. Há pessoas que, pelo jogo do contente, já conseguem rapidamente encontrar motivos para estarem contentes.

Ela resolveu ajudar um pouco aquelas pessoas.

- Ora, começou ela. Se o presidente foi sequestrado, ficou a vice-presidente. Portanto, não foi tão ruim assim. Podia ser pior! Como junto com o presidente foi sua esposa, que bom!, não sentirão saudades um do outro. Viu? - Questionou ela - há sempre motivos para ficar contente.

Um dos presentes questionou:

- O direito internacional foi desrespeitado!

A menina sorriu. Não ia abandonar aquele triste povo. Não era fácil para alguns jogar o jogo do contente.

Pollyanna pacientemente jogou sua cartada nesse jogo. Disse:

- Vamos ficar alegres! Fiquemos contente, pois não foi uma guerra. Foi apenas um sequestro pequenino. O sequestrado nem se machucou. Nos alegremos, pois os estrangeiros foram gentis e não agrediram o sequestrado. E mais, a esposa foi junto, para a alegria do casal. - Concluiu a mocinha graciosamente:

- Viram, não é tão difícil encontrar motivos para ficar contente.

- Pollyanna! - falou de maneira exacerbada um dos presentes – Fomos traídos, pois alguém não acionou nossas defesas antiaéreas!

A jovem, que já sabia como era difícil jogar, insistiu.

- Mas, meu amigo, não foi melhor assim? Sem resistência, poucos morreram! Então, os traidores foram úteis para diminuir a mortalidade do ataque! Nem tudo é totalmente mau.

Uma senhora muito irritada, interrompeu a angélica jovem. Quase gritou:

- Mocinha! Fomos invadidos. Nosso líder sequestrado. Nossa honra foi atingida fortemente.

Pollyanna, como era de seu feitio, sorriu. Pensou um pouco, pois não era fácil jogar com pessoas tão pessimistas! Mas, assim que achou como continuar o jogo, disse:

- Senhora! Fiquemos contentes! Lá no livro O Pequeno Principe, eu aprendi que “somos responsáveis por aquilo que cativamos”. Ora, é só cativar o invasor que ele cuidará de nós. Disse candidamente a moça.

Após esta fala ela foi “embalada” em uma camisa de força e colocada em um avião americano.  Então ela fez seu último jogo:

- Estou contente! Ainda bem que não fui agredida pelos presentes.

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