Capítulo
que foi urgentemente acrescentado a obra “Pollyanna” da escritora Eleanor H. Porter.
Pollyanna
estranhou.
-
Ora, como não podem jogar agora o jogo do contente?
Ela
sabia que para muitos o jogo era bem difícil. Mas ela podia ensinar, ajudar aquele
povo que não sabia jogar. Ela, americana, aprendeu! Ela sabia, sempre há coisas
boas nas coisas ruins. É preciso aprender a encontrar. Há pessoas que, pelo jogo do contente, já conseguem rapidamente encontrar motivos para estarem contentes.
Ela
resolveu ajudar um pouco aquelas pessoas.
-
Ora, começou ela. Se o presidente foi sequestrado, ficou a vice-presidente.
Portanto, não foi tão ruim assim. Podia ser pior! Como junto com o presidente
foi sua esposa, que bom!, não sentirão saudades um do outro. Viu? - Questionou ela
- há sempre motivos para ficar contente.
Um
dos presentes questionou:
-
O direito internacional foi desrespeitado!
A
menina sorriu. Não ia abandonar aquele triste povo. Não era fácil para alguns
jogar o jogo do contente.
Pollyanna
pacientemente jogou sua cartada nesse jogo. Disse:
-
Vamos ficar alegres! Fiquemos contente, pois não foi uma guerra. Foi apenas um
sequestro pequenino. O sequestrado nem se machucou. Nos alegremos, pois os estrangeiros
foram gentis e não agrediram o sequestrado. E mais, a esposa foi junto, para a
alegria do casal. - Concluiu a mocinha graciosamente:
-
Viram, não é tão difícil encontrar motivos para ficar contente.
-
Pollyanna! - falou de
maneira exacerbada um dos presentes – Fomos traídos, pois alguém não acionou
nossas defesas antiaéreas!
A
jovem, que já sabia como era difícil jogar, insistiu.
-
Mas, meu amigo, não foi melhor assim? Sem resistência, poucos morreram! Então, os
traidores foram úteis para diminuir a mortalidade do ataque! Nem tudo é
totalmente mau.
Uma
senhora muito irritada, interrompeu a angélica jovem. Quase gritou:
-
Mocinha! Fomos invadidos. Nosso líder sequestrado. Nossa honra foi atingida
fortemente.
Pollyanna,
como era de seu feitio, sorriu. Pensou um pouco, pois não era fácil jogar com
pessoas tão pessimistas! Mas, assim que achou como continuar o jogo, disse:
-
Senhora! Fiquemos contentes! Lá no livro O Pequeno Principe, eu aprendi que “somos
responsáveis por aquilo que cativamos”. Ora, é só cativar o invasor que ele cuidará
de nós. Disse candidamente a moça.
Após
esta fala ela foi “embalada” em uma camisa de força e colocada em um avião americano.
Então ela fez seu último jogo:
-
Estou contente! Ainda bem que não fui agredida pelos presentes.

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