Principais eventos no Reinado de D. João VI
O Reinado de D. João VI: Do Rio de Janeiro a Lisboa
(Retorno)
O governo
de D. João VI é um dos períodos mais singulares da história mundial, pois foi a
única vez em que um monarca europeu governou seu império a partir de uma colônia
nas Américas.
Abertura
dos Portos: Assim
que chegou, ele acabou com o "pacto colonial", permitindo que o
Brasil comercializasse com outras nações (principalmente a Inglaterra).
Transformações
no Rio de Janeiro: A cidade
precisava se tornar uma capital digna de um rei. D. João VI fundou instituições
que existem até hoje:
- Banco do Brasil (Economia).
- Imprensa Régia (Criação de jornais).
- Jardim Botânico e Biblioteca Real.
- Missão Artística Francesa: Trouxe artistas como Debret
para registrar a vida no Brasil.
3. Elevação do Brasil a Reino Unido (1815)
Com a
derrota de Napoleão na Europa, o Brasil deixou de ser oficialmente uma colônia
e passou a ser Reino Unido a Portugal e Algarves. Na prática, isso
significava que o Brasil tinha o mesmo status político que a metrópole.
4. Conflitos e Tensões
Nem tudo
foi festa. O reinado enfrentou resistência:
- Revolução Pernambucana
(1817): Um
movimento republicano e separatista no Nordeste, causado pelos altos
impostos e pela crise econômica, que foi duramente reprimido.
- Envolvimento em duas guerras: Invasão da Guiana Francesa
e do território chamado Cisplatina (Atual Uruguai)
- Questões relativas aos
impostos
5. A Revolução Liberal do Porto (1820)
Este foi
o evento que mudou tudo. Em Portugal, a burguesia e os militares exigiram:
- O retorno imediato do Rei
para Lisboa.
- A criação de uma
Constituição (fim do absolutismo).
- A recolonização do Brasil (o que os brasileiros não aceitaram).
O Retorno
(1821):
Pressionado, D. João VI voltou para Portugal, mas deixou seu filho, D. Pedro
I, como Príncipe Regente no Brasil, aconselhando-o: "Pedro, se o
Brasil se separar, antes seja para ti, que me hás de respeitar, do que para
algum desses aventureiros".
Resumo
|
Evento |
Consequência para o Brasil |
|
Abertura dos Portos |
Fim do monopólio comercial
português. |
|
Reino Unido (1815) |
Igualdade política com
Portugal. |
|
Rev. do Porto (1820) |
Crise política que levou à
Independência. |
D. Pedro – O
príncipe Regente
O reinado
de D. Pedro I, especificamente o período que compreende desde a partida de D.
João VI até sua abdicação, é um dos momentos mais turbulentos e decisivos da
história brasileira.
1. A Regência e o Grito de Independência (1821–1822)
Após o
retorno de D. João VI a Portugal em abril de 1821, seu filho Pedro permaneceu
como Príncipe Regente. A pressão das Cortes Portuguesas para que o
Brasil retornasse ao status de colônia e que o príncipe voltasse a Lisboa gerou
forte resistência local.
- Dia do Fico (9 de janeiro de
1822): D.
Pedro desobedece às ordens de Portugal e decide permanecer no Brasil.
- 7 de setembro de 1822: Às margens do riacho
Ipiranga, D. Pedro declara a Independência do Brasil, sendo coroado
Imperador pouco depois.
2. A Consolidação e a Primeira Constituição
(1823–1824)
A
organização do novo Estado foi marcada por conflitos entre o desejo de poder do
Imperador e as aspirações da elite brasileira.
- Noite da Agonia (1823): D. Pedro I dissolve a
Assembleia Constituinte por discordar da limitação de seus poderes.
- Constituição de 1824: Outorgada (imposta) pelo
Imperador, criou o Poder Moderador, que dava a ele autoridade sobre
os demais poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário).
3. Crises Internas e Externas
O reinado
enfrentou forte oposição em diversas frentes:
- Confederação do Equador
(1824):
Movimento republicano e separatista no Nordeste, severamente reprimido
pelo Império.
- Guerra da Cisplatina
(1825–1828):
Conflito territorial que resultou na independência do Uruguai, gerando
altos custos financeiros e perda de popularidade para o Imperador.
- Crise Sucessória em
Portugal: Com
a morte de D. João VI, D. Pedro se envolveu profundamente nas disputas
pelo trono português contra seu irmão, D. Miguel, o que fez os brasileiros
temerem uma nova união com Portugal.
4. O Declínio e a Abdicação (1831)
A
insatisfação popular e política atingiu o ápice no início da década de 1830.
- A Noite
das Garrafadas (1831): Conflitos violentos no Rio de Janeiro entre apoiadores brasileiros e
portugueses do Imperador. Os liberais aproveitaram uma
festa que estava sendo preparada para Dom Pedro I, sobretudo por portugueses, para
quando o imperador chegasse ao Rio de Janeiro.
- 7 de
Abril de 1831: Sem
apoio militar e político, D. Pedro I abdica do trono em favor de seu
filho de cinco anos, D. Pedro de Alcântara, e parte para a Europa para
recuperar o trono português para sua filha, Dona Maria da Glória.
Principais Características do Período
|
Características |
|
|
Estilo de Governo |
Centralizador e autoritário. |
|
Economia |
Crise financeira, inflação e
falência do primeiro Banco do Brasil (1829). |
|
Política Externa |
Reconhecimento da independência
(muitas vezes mediante pagamento de dívidas). |
|
Legado |
Manutenção da integridade
territorial e da monarquia na América do Sul. |
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