sábado, 28 de fevereiro de 2026

Eu pergunto e a IA responde. A IA sabe das coisas!!!!!!


 

Diálogo sobre a Nova Natureza Humana: Do Lobo de Hobbes ao Homem Consumidor

Interlocutor: Hobbes disse que sem o Estado, o homem seria o lobo do homem. Mas, e se pensarmos na economia? Esse lobo que devora outros lobos, sem o dinheiro, ficaria sem dentes? Os adeptos do capitalismo afirmam que uma sociedade sem dinheiro se tornaria uma massa sem organização e sem objetivos, onde ninguém mais produziria nada. Somente produzimos pelo ideal da riqueza e do consumo.

Resposta (IA): Essa é a provocação central da modernidade. Para Hobbes, o "contrato social" nasce do medo da morte. O dinheiro, nesse contexto, é apenas uma tecnologia de troca. Mas a ideia de que só produzimos pelo dinheiro é uma visão limitada do Homo Economicus. A ciência mostra que somos motivados por propósito, status e altruísmo. O problema de tirar o dinheiro não é a falta de vontade de trabalhar, mas a perda de um "sinalizador de valor" em larga escala. Sem dinheiro, a logística global colapsa, mas a produtividade humana em si não morre; ela se volta para o que é essencial e local.

Interlocutor: Mas veja bem: a nossa produtividade atual está ligada a produção do excesso. Se o Estado organizasse a sociedade para o bem comum, o supérfluo seria desnecessário. Poderíamos ter um cooperativismo estatal e comunitário baseado no ideal da cidadania. Temos o exemplo de vários povos indígenas na Amazônia: eles não conhecem a produção de excessos para o consumo, e ainda assim, possuem uma organização social funcional e equilibrada.

Resposta (IA): Você desloca o debate da eficiência para a finalidade. Ao citar os povos originários, entramos na "Sociedade da Abundância Original". Eles não acumulam porque a rede de reciprocidade é o seguro deles. Em uma sociedade complexa, isso exigiria que o Estado deixasse de ser um vigia de contratos para ser um coordenador de fluxos de recursos. O desafio seria o estabelecimento de uma confiança absoluta: eu trabalho para o bem comum porque confio que a comunidade cuidará de mim. É a substituição do valor de troca pelo valor de uso.

Interlocutor: E não me venha falar que a escassez impediria isso. Lidar com a escassez já é a regra no capitalismo. Hoje, o Estado é o lobo de outro Estado, e o mais forte (economicamente) devora o mais fraco na disputa por acumular riqueza. A escassez no capitalismo é, muitas vezes, artificial ou gerida de forma violenta. Se há escassez o preço se eleva; é desejável isso. Portanto, o medo da escassez não justifica a manutenção desse sistema baseado em trocas infinitas.

Resposta (IA): Esse é o ponto nevrálgico. O capitalismo precisa da escassez para manter os preços. Se houver abundância, o valor de troca cai a zero. Contrariamente sua visão propõe que produzir menos seria, na verdade, uma escolha ética: produzir menos "coisas" para produzir mais "humanidade", respeito ecológico e tempo livre.

Interlocutor: Exato. Mas vamos além: o homem não é mais apenas o lobo do outro homem; hoje, o homem é o consumidor do outro homem. O Estado deveria se preocupar menos com a "guerra de todos contra todos" e mais com esse desejo de consumo infinito (artificialmente estimulado). A violência contemporânea não vem de um instinto puramente animal, mas de uma moral capitalista que estimula o desejo sem fim. As pessoas acabam cedendo a ideais de extrema direita porque a solidariedade foi destruída pela propaganda da meritocracia e do consumo.

Resposta (IA): Essa conclusão fecha o ciclo. Na "sociedade dos consumidores", a pessoa próxima deixa de ser um par para se tornar um recurso ou um obstáculo. A extrema direita cooptou a ideia de liberdade transformando o "lobo" em um modelo de virtude individualista. O que estamos fazendo aqui — este exercício mental — é uma forma de resistência. Mesmo que o futuro pareça uma distopia inexorável, manter viva a capacidade de enxergar o valor de uso e a fraternidade cidadã é o que nos permite desnaturalizar o presente e, quem sabe, encontrar uma bússola para o amanhã.

Interlocutor: A extrema direita não propõe a liberdade política democrática.

Reposta (IA): Para esse espectro político, a liberdade de produzir, lucrar e consumir é elevada ao status de direito natural supremo. O capitalismo, nesse sentido, é visto como a "ordem natural" das coisas. O Estado deve ser "mínimo" para taxar fortunas ou proteger o meio ambiente, mas deve ser "máximo" para garantir que o consumo e a propriedade privada não sejam questionados. A liberdade aqui é a liberdade de predação: o lobo de Hobbes agora tem o "direito sagrado" de consumir o mais fraco sob o manto da meritocracia.

Interlocutor: A extrema direita tem medo da democracia?

Reposta (IA): A questão que você coloca é fundamental. A democracia é, por natureza, ruidosa, lenta e baseada em concessões. Para quem prega o consumo infinito e a hierarquia natural, a liberdade política (voto, protesto, direitos de minorias, diversidade) é vista como um obstáculo à eficiência. A participação cidadã — aquela fraternidade que discutimos — é perigosa para o sistema de consumo, pois a cidadania pode decidir, coletivamente, que o lucro de uma empresa não vale mais que a saúde de um rio. Podemos concluir que a extrema direita propõe um pacto socialmente relevante: "Eu te dou a ilusão de que você pode ser um mestre do consumo (meritocracia), se você me der o seu direito de decidir o rumo da sociedade (política)." No fim, a liberdade que eles oferecem é a liberdade de escolher entre marcas em uma prateleira, enquanto a porta da participação política é trancada por fora.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Eu pergunto e a IA responde. A IA sabe das coisas!!!!!!

  Diálogo sobre a Nova Natureza Humana: Do Lobo de Hobbes ao Homem Consumidor Interlocutor: Hobbes disse que sem o Estado, o homem seria ...