sábado, 27 de dezembro de 2025

Relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos - OEA


 Relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos – OEA


Enfim chegou ao Brasil o Relatório feito pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da OEA. Neste relatório estamos bem na foto! 

O relator especial para a liberdade de expressão, Pedro Vaca, analisou a situação atual do Brasil nesse quesito. Houve recomendações para melhorias, claro. 

O relatório trouxe preocupações quanto às definições das expressões: discurso de ódio e desinformação. Afinal, são tão citados que parecem ter conceitos bem definidos. Com esse problema, concordo! Mas me dá arrepios só de imaginar nosso congresso discutindo esses conceitos! 

Também foi relatado que a liberdade de imprensa e das falas dos parlamentares devem ser respeitadas. Concordo também. Apenas sugiro que retirem as crianças da sala quando da transmissão dos discursos parlamentares. Não me refiro a todos os parlamentares. Acredito que o leitor já sabe de quais estou falando.

Todas as recomendações do relatório são razoáveis. Mas não trazem novidades. Até aqui tudo tranquilo e até favorável à democracia brasileira. 

Creio que os extremados vão absolutizar estas recomendações. Óbvio! Inclusive vão usar as recomendações como um libelo contra os "esquerdistas" e os "comunistas". Mas o relatório foi bem mais que as diversas recomendações. Claro que são importantes críticas; mas não é só isso. Quero fazer apontamentos que, creio, são bem mais relevantes. Estes sim, fundamentais. 

O documento da OEA afirma que houve sim tentativas para deslegitimar as eleições de 2022. Mas não só isso, também constata a tentativa de golpe de Estado. Até aqui eu já estava satisfeito! 

Mas tem mais. Quem adora medir nosso país pelo que pensam os estrangeiros, terá que aceitar o que essa organização internacional constatou. Vai doer, claro.

Bem interessante é a constatação do relatório de que ainda há um forte legado da ditadura militar no Estado brasileiro. Penso que isso justifica o apego dos extremados ao autoritarismo, mantendo a desigualdade social. Ora, esse apontamento do relatório ao autoritarismo, é mais que evidente. Basta lembrar os desfiles (zumbis) de pessoas nas ruas pedindo a volta dos militares. Sem esquecer, claro, da figura bizarra de um ex-militar e ex-presidente, agressivo, grosseiro e violento. Não por coincidência, essa criatura foi fundamental para a tentativa de golpe. 

O relatório identifica que há figuras públicas poderosas que intimidam a liberdade jornalística e atacam grupos discriminados. Lembrei como exemplo o MBL, o movimento escola sem partido e as ameaças que fazem inúmeros pastores por aí.

Os extremados não vão gostar desse relatório. Vão distorcendo.

Ah! Não posso esquecer que o relator desse documento, aponta para o perigo da falta de regulamentação das plataformas da internet. Acredito que essa constatação vai atingir em cheio aqueles que dizem que regulamentar as redes, é o mesmo que calar a verborreia virtual. 

O relatório também afirma que a liberdade de expressão não pode ser usada para alterar o regime democrático. Portanto, mentir não é exercer a liberdade.

O que me fez sorrir foi a constatação, pelo documento, de que os processos eleitorais brasileiros se sujeitam tranquilamente à observação internacional. Não só possuímos instituições democráticas sólidas, quanto as urnas eletrônicas são íntegras. 

Termino esse texto quase rindo ao imaginar o "pranto e o ranger de dentes" dos extremados. Por isso eles não esperavam.


Mais uma carta para meu amigo imaginário! Quem não gostaria de escrever uma carta para um amigo inexistente?

  Meu amigo ilusório! Estou no meu escritório, no meu apartamento. Pela janela o cinza de um dia chuvoso adentra o ambiente. Estou cerca...