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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Sant-Simon e Comte

 Saint-Simon


   Claude-Henri de Rouvroy, Conde de Saint-Simon, nascido em Paris, no dia 17 de outubro de 1760. Foi um filósofo e economista francês, um dos fundadores do socialismo moderno e teórico do socialismo utópico.
Tentou desenvolver uma síntese entre o pensamento científico socialista, particularmente a análise da economia, e as crenças cristãs.
É considerado um notável socialista utópico. Criou muitos projetos e publicações falando de ideias sociais. Estas ideias representaram uma reação contrária ao derramamento de sangue da revolução francesa e do militarismo de Napoleão. Propôs também que os estados da Europa formassem uma associação para suprimir a guerra. Haveria uma Europa unida, com um parlamento europeu e um desenvolvimento comum da indústria e da comunicação. Previu corretamente o industrialização do mundo, e acreditou que a ciência e a tecnologia resolveriam a maioria dos problemas da humanidade.
Afirmava que era dever do Estado planejar e organizar o uso dos meios de produção de modo a se manter continuamente a par das descobertas científicas. Saint-Simon advogou um esquema segundo o qual os homens de negócios e outros líderes industriais controlariam a sociedade; propunha uma ditadura benevolente dos industriais e dos cientistas para eliminar as iniquidades do sistema liberal inteiramente livre. A direção espiritual da sociedade estaria nas mãos dos cientistas e engenheiros, os quais assim tomariam o lugar ocupado pela Igreja Católica Romana na idade média europeia.
Ele queria um estado industrializado dirigido pela ciência moderna, no qual a sociedade seria organizada para o trabalho produtivo pelos homens mais capazes. O alvo da sociedade seria produzir as coisas úteis à vida. Alertava que sua época sofria de um individualismo doentio e selvagem resultante de uma quebra da ordem e da hierarquia. A salvação deveria ser buscada no nível do crescimento da ciência e da tecnologia e na colaboração dos industriais e dos técnicos que tinham começado já a construir uma ordem industrial nova. A união do conhecimento científico e tecnológico à industrialização inauguraria o governo dos peritos. A nova sociedade não poderia nunca ser igualitária, Saint-Simon sustentava, porque os homens não foram dotados igualmente pela natureza. Saint-Simon não era um "igualitário" estrito.
Queria erradicar as fontes da desordem pública, faria possível a eliminação virtual do estado como uma instituição coerciva. A sociedade futura funcionaria como uma oficina gigantesca, em que o governo sobre homens seria substituído pela administração das coisas.
Saint-Simon quis reorientar a Revolução Industrial para melhorar as condições da classe mais pobre. De acordo com seu projeto, isto seria conseguido não com uma revolução política, mas com um governo de banqueiros e de administradores técnicos, que substituiriam reis, aristocratas, e políticos.
Propôs a criação de um novo regime político econômico pautado no progresso cientifico e industrial, em que todos os homens dividissem os mesmos interesses e recebessem adequadamente pelo seu trabalho.
Quando Saint Simon falou sobre a nova sociedade, imaginou uma imensa fábrica, na qual substituiria a exploração do homem pelo homem para uma administração coletiva. Assim, a propriedade privada não caberia mais nesse novo sistema industrial. Vale notar que existiria uma pequena desigualdade e a sociedade seria perfeita depois de reformar o Cristianismo. Ainda disse que o homem não é apenas algo passivo na História, pois sempre procura alterar o meio social no qual esta inserido.     
Os homens tem uma necessidade básica: a liberdade. Por essa liberdade, Saint-Simon designa o desejo desses homens de não trabalharem, e de não serem atrapalhados quando desfrutarem do que tenham produzido. Os homens somente são capazes de vencer essa “preguiça” para satisfazem a seus desejos e prazeres, e por esse motivo são impelidos a trabalhar. Há, porém, uma classe de homens que, embora não tenham vencido a preguiça e não trabalhem como os outros, desfrutam dos produtos e prazeres como se o tivessem feito.
Em “Carta Oitava”, o pensador francês pergunta-se sobre a existência de um princípio geral da política. Faz sete afirmações que considera serem as mais gerais e comprovadas asserções da ciência política, a saber: a produção de coisas úteis é o único objetivo razoável a que sociedades políticas podem se propor:
1° o governo sempre prejudica a indústria quando atua fora de seus limites;
2°os produtores, por serem os únicos que pagam impostos, são os únicos homens úteis a sociedade e que, portanto, podem votar;
3° os homens nunca podem lutar entre si sem prejudicar a produção;
4° o desejo de subjugar outros povos é nocivo, pois diminui a produção;
5° a moral se aperfeiçoa de forma diretamente relacionada à melhora da indústria;
6° os homens devem se considerar uma sociedade de trabalhadores;
7° a partir de tais considerações, Simon conclui que a ciência política pode ser unicamente compreendida e sintetizada como a “ciência da produção”.



Auguste Comte (1798 -1857)

Comte e o positivismo são inseparáveis. Embalado pelo positivismo, Comte sistematiza uma nova ciência, a Sociologia.
Um dos fundamentos do positivismo é a ideia de que tudo o que se refere ao saber humano pode ser sistematizado segundo os princípios adotados como critério de verdade para as ciências exatas e biológicas. Isso se aplicaria também aos fenômenos sociais, que deveriam ser reduzidos a leis gerais como as da física. Para Comte, a análise científica aplicada à sociedade é o cerne da sociologia, cujo objetivo seria o planejamento da organização social e política.
Quando as pessoas passassem a pensar cientificamente, abandonariam a violência e a guerra; passariam a se preocupar com a ciência e com a exploração da natureza. A visão científica de mundo é incompatível com o ideal militar e fundado na teologia.
A sociologia, segundo Comte, admite  a prioridade do todo sobre as partes. Portanto, só é possível compreender um fenômeno social particular colocando-o no todo social. Seu tempo vivia uma contradição: a visão teológico-militar e a visão científica-industrial. Então é preciso um sistema de ideias científicas que reorganizará a sociedade. Entendia que a sociedade industrial era exemplar.
Comte não é liberal. Pretende uma sociedade organizada. Não acreditava na oposição entre de interesses entre proletários e empresários. A produção se ajustaria aos interesses de todos com o desenvolvimento da riqueza. Acreditava que uma geração deveria produzir mais que o necessário, deixando para a seguinte uma herança de riqueza.
A sociedade é como um organismo vivo, cada parte tem uma função específica.
Três princípios básicos de Comte (Lakatos, Eva Maria. Sociologia Geral. São Paulo, editora Atlas. 2013.
1.               Prioridade do todo sobre as partes – análise sob o contexto global.
2.               O progresso dos conhecimentos é característico da sociedade humana – acumulação de experiências e saber.
3.               O homem é o mesmo por toda parte e em todos os tempos – idêntica constituição biológica e sistema cerebral.
Portanto as sociedades evoluem da mesma maneira e no meso sentido: uma sociedade mais avançada.

Desenvolve a lei dos três estados

Os três estados, de acordo com a história humana, são: (http://www.infoescola.com/sociologia/auguste-comte-e-a-lei-dos-tres-estados/)


Teológico: o estado onde Deus está presente em tudo, as coisas acontecem por causa da vontade dele. As coisas sem explicação são explicadas pura e simplesmente por Deus. Esse estado tem outras três divisões:
- Animismo: as coisas da natureza tem sua própria “animação”, acontecem porque desejam isto, não por fatores externos, têm vida própria.
- Politeísmo: os desejos dos deuses são colocados em objetos, animais ou coisas.
- Monoteísmo: os desejos do Deus (único), são expostos em coisas, acontecimentos.
Metafísico: no qual a ignorância da realidade e a descrença num Deus todo poderoso levam a crer em relações misteriosas entre as coisas, nos espíritos, como exemplo. O pensamento abstrato é substituído pela vontade pessoal.
Positivo: a humanidade busca respostas científicas todas as coisas. Este estado ficou conhecido como Positivismo. A busca pelo conhecimento absoluto, esclarecimento sobre a natureza e seus fatos. É o resultado da soma dos dois estágios anteriores.
Pode-se facilmente perceber a importância da revolução industrial para a afirmação da Sociologia. Afinal foi ela que chocou o jeito medieval de ver o mundo. A fábrica trouxe um novo personagem: o proletário e, por consequência, uma nova classe, a classe operaria.



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