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domingo, 6 de julho de 2014

O louco!

Tu no louco acreditavas...
O louco que nem fé tinha...
Tu admiravas o louco
Que nada tinha para admirar-se...
Tu amavas o louco
Que nada de amor tinha...
Tu vivias a vida do louco
Que meio morto vivia...
Tu te entregavas ao louco
Que nada tinha para te dar...
Tu rezavas tanto por ele
Que nada de preces tinha...
Tu cuidavas tanto dele
Tão descuidado ele era...
Amavas o louco tão doido
Que nada de amor ele tinha...
Entendo hoje: a louca eras tu!


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