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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Revisão aula de Sociologia. Sociologia e senso comum

Sociologia de aquário
Prof. Amilcar Bernardi

Seria possível um peixinho falar de coisas totalmente diferentes das águas onde vive? Totalmente, é impossível! Nós humanos também não podemos falar muito diferente do meio onde vivemos. Nossa opinião está na “ponta da língua” e nadamos nas águas culturais onde nascemos e vivemos. Temos, portanto, representações das coisas que nos tocam os sentidos, o nosso afeto, enfim, a nossa capacidade de conhecer. Julgamos peixinhos que somos, as águas que nos envolvem, pelo fato que estamos envolvidos por elas. Porém, poucos refletem sobre as águas e tentam imaginar que existem outros aquários, outros peixes, outras representações possíveis. Quem não reflete apuradamente, utiliza-se do senso comum ao opinar sobre sua realidade, ou ainda, opina sobre a realidade dos outros sem sair da sua própria!
Imaginando um peixe sociólogo, ele teria que abandonar o senso comum das águas sem correntezas do seu mundinho, do seu espaço tão conhecido no aquário. Ao romper com as explicações do dia a dia, passaria ao conhecimento científico. Para ser um peixe sociólogo, ele teria que em primeiro lugar interrogar, formular perguntas sobre a realidade social dos “cardumes” para obter possíveis respostas.
Temos que testar nossas respostas porque, assim como os peixinhos que estão mergulhados na água, nós estamos mergulhados no mundo cultural cheio de preconceitos e opiniões não testadas.  Para o peixinho é difícil questionar a água e tentar falar como se estivesse “acima” da água para entendê-la! Para nós humanos, é difícil questionar a sociedade que nos absorve.
Deixando os peixes de lado, para sermos sociólogos, faremos interrogações pretendendo obter respostas bem estudadas, baseadas em conceitos específicos e em teorias com capacidade de fundamentar tais respostas. Para confirmar as hipóteses, escolheremos métodos e técnicas que testem e expliquem nossas próprias hipóteses!
Senso comum (Ainda brincando com a imagem dos peixes no aquário)
O peixinho no seu cardume entende todas as coisas do aquário através do saber social, construído pelo cardume, nas relações entre os peixes. As experiências que ele vive moldam suas opiniões. Os seres humanos que “nadam nas águas sociais” formam suas convicções através da cultura, hábitos, normas, moral, enfim, formam suas convicções através de todas as construções (intelectuais, sociais e de arquitetura) que criaram para viverem bem.  Para o senso comum não é necessário um parecer científico, nem que se comprove o que é dito, o que acreditamos.  É um bom material para o estudo sociológico, o senso comum.
(Imagem obtida no dia 16/05/ 2014 http://www.portaldaglobo.com/decoracao-de-aquario/)



Emergência da Sociologia (surgimento histórico) 1º ano
                                                                                                                  
Voamos escolher alguns elementos, dentre tantos, que consideramos essenciais para o entendimento dos motivos históricos que propiciaram o surgimento da sociologia.

Questão principal:   O amadurecimento do pensamento científico e do crescente  interesse pela vida material do homem.

Forças motrizes (no contexto das transformações iniciadas aproximadamente no século XVII):


-  Desenvolvimento do pensamento iluminista.
- Revolução Francesa (1789) e Independência Americana (1776): Esses eventos proporcionaram questionamentos sobre a liberdade humana, os direitos individuais e sobre a legitimidade dos movimentos sociais. Questão: Qual o tamanho do estado?
- Revolução industrial (mais ou menos em 1750).
- Queda gradual do feudalismo, ascensão do capitalismo.
-- Protestantismo e a possibilidade de lucro.
- Superprodução, guerra concorrencial e, por consequência, o mercado acaba nas mãos de monopólios e oligopólios.
- Exploração das colônias e a necessidade de novas colônias.
- Grande progresso tecnológico e científico de um lado, crescente pobreza e doenças do outro.
- Substituição de vários costumes por outros.
- Aumento de suicídios, da prostituição e da violência urbano.

- Mundo menor e mais integrado.

  

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