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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Eu sou porque tu és.


(À  Caren...)

E se tua alma fluida sente-se água e jorra
é porque pressentes que a minha tem sede...
E quando a minha alma torna-se florida e tem néctar
é porque a tua tornou-se alada e quer ser beija-flor...
E quando teu corpo é triste como solitária choupana
e os vidros das janelas dos teus olhos se embaçam...
Minha alma torna-se sol, brilho, luz, calor e vento:
minha alma então é verão porque em ti é inverno!
Quando tu te sentes música, alma feita de doces acordes inaudíveis
eu tornou-me plena audição, suave tímpano sensível aos teus harpejos...
E quando eu deliro poemas sem rima sem que haja como escrevê-los
tu te tornas delicado papel feito de atenções e registros indeléveis...
Sendo dois, somos sempre um. Mesmo sendo diferentes, somos únicos.

Eu sou assim porque tu és. Tu és assim porque eu sou...

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