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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Zéfiro...


Zéfiro conspirou,

Então minh’alma delirou

Teu mar singrando...

Hoje estou amando,

Por ti siderado,

Por ti assombrado,

Arrisco naufrágios...

Teus bons presságios

Não posso resistir...

Velas ao alto! Partir!

Nos meus desejos navegar,

Pronto para tudo, para amar!

Sereia, Iara,

Anjo, Lua clara,

Guia-me para ti...

Ah! Me perdi!

Zéfiro jogou-me em teus braços,

Mas não os encontrei!

Deus! Nesses olhos raros naufraguei,

Morri nos arrecifes de teus seios...

Afogado nos meus anseios,

Não te encontrei.

Perdido rezei

Para que fosses minha!

Plebeu sem rainha,

Solitário e visionário,

Desejoso do teu corpo.

Sem luz nem porto,

Continuo triste a navegar

Na limpidez do teu olhar...
 
 
 
 
Imagem:  William-Adolphe_Bouguereau_(1825-1905)_-_Flora_And_Zephyr_(1875)

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