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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Desentendimentos...


Prof. Amílcar Bernardi
 
Nunca pude te compreender.

A complexidade era maior que nos dois.

Duas vidas complexas e paralelas.

Vias paralelas nunca se encontram.

Questão de geometria: não se encontram.

Éramos tão iguais, tão iguais, mesmos defeitos.

Porém, defeitos não se comunicam, se somam.

Éramos defeituosos, não nos compreendemos.

Tantas qualidades também! Tantas nós tínhamos!

Tantas qualidades – tantas! - com tanta arrogância.

Arrogâncias são altivas demais para se entenderem.

Nunca pude te entender. Então Deus quebrou tua gaiola.

Pássaro livre não toca mais o chão, toca nuvens.

Eu fiquei no chão. Chão e céu não se entendem.

Ficou para mim estranha herança: a incompreensão.

Um dia terei asas também e sairei da gaiola e vou para o céu.

Eu tenho que te entender. Eu vou te entender.

Eu vou te entender com a linguagem dos anjos.

Um dia eu vou morrer para conversar vivamente contigo.

Aguarda pai a nossa conversa. Não seremos mais paralelos.

Aguarda meu pai que eu já vou aí. Aguarda.

Seremos finalmente caminhos convergentes.

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