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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Poeta criminoso...


As mãos gotejantes,
os olhos delirantes...
Nos lábios um sorriso estranho, louco!
No chão o cadáver morto pouco a pouco...
Feliz o poeta agora criminoso,
matou o homem monstruoso!
Homem ceifado, agora caído,
é apenas um roto, um vencido!
É apenas um fardo imprestável,
menos uma vida execrável!
Vida exterminada,
sumariamente assassinada...
A sede de vingança não saciou!
O escritor a caneta trocou!!!
Trocou versos pela arma fatal...
Sem poemas, com ódio descomunal
fez aquela vida sórdida morrer...
O poeta enlouquecido pelo sofrer,
é agora coveiro: cavou a sepultura...
Feia, obscura
como o morto!
O escritor mudo, absorto
na lápide fria escreveu:
Este monstro assassinado morreu,
maldito, vítima do seu próprio mal...
Fez um justo trocar caneta por punhal!
Após o monstro sepultado,
o vil cadáver derrotado,
o escritor lúgubre foi-se embora!
Antes: era poeta. Assassino: agora!




Imagem:  http://khristianos.blogspot.com.br/2011/11/arte-nos-cemiterios.html

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