Follow by Email

terça-feira, 25 de junho de 2013

Desescrito para a morte


Não vem dizer-me que és ponto final.

Não mereces mais que inconclusas reticências...

Arrogante: não grita que és final de frase.

Impetuosa: não afirma que és exclamação!

Pensas que és ideia fechada, final de argumento.

Não te reconheço mais que parágrafo inconcluso...

Não vem bradar impropérios de verdade única.

Nada mais és que uma faceta de verdades múltiplas!

Tu és apenas um parágrafo confuso de uma redação extensa.

Não! Não queiras tu assombrar-me com teu pretenso ponto final.

No livro da vida, nada mais és que uma vírgula ou mera reticência.

Tu não és escritora nem és criadora de grandes textos.

Tu nada és. Nada comunicas. A vida sim escreve e poetiza parágrafos.

Morte, tu és um erro gramatical. Uma inconcordância. Um erro sintático.

 

 Prof. Amílcar Bernardi

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário