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segunda-feira, 11 de março de 2013

O Beija-flor!


Prof. Amilcar Bernardi

Esse romance embalava
o doce vento – que ventava –
como uma carícia singela...
A rosa – do canteiro a mais bela –
era angelical e muito dengosa...
Era a bela rosa a mais mimosa,
forte vermelho era a sua cor:
rubra porque o galante beija-flor
ora a beijava,
ora se afastava
como criança travessa!
Deste quadro não se esqueça:
Beija-flor amando rubra rosa...
Ela – tão formosa!
Ele – tão galante!
Então Maria, linda amante,
vai ao jardim e num acesso de amor
arranca a rosa: enviúva o beija-flor!
Sem sua vermelha rosa,
sua flor tão mimosa,
fica vagando como navio sem porto...
Então Maria vê o beija-flor morto!
Era o mesmo canteiro,
mas o pássaro havia dado o voo derradeiro...
Ah! Maria! Mesmo um pássaro não vive sem amor:
Coitadinho! Pela sua rosa morrera o Beija-flor!




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