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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Para a antiga máquina de escrever


Prof Amilcar Bernardi


A máquina tem alma, cheia de amores,
é mãe dos antigos escritores...
Sempre teve alma de mulher: irrequieta,
volúvel, lasciva nas mãos do poeta...
Quando tocada: gemia mais pedindo!
Dava-se toda, sempre rindo!
Sem medos ou pudores,
entregava-se aos seus amores!
Quanto mais carinhos, mais carinhos quer!
A máquina – como voluptosa mulher –
entrega-se inteiramente
ao escritor que – demente –
sempre mais dela exige!
Tantas carícias violentas, imorais!
Mas ela, sequiosa, quis sempre mais!
Desse namoro sensual tirou-se uma lição:
A máquina, o poeta e a inspiração
sempre foram apaixonados e amantes,
foram amores e carinhos escaldantes!
Ela ainda as belezas do existir desperta,
das almas dos escritores deixa a porta aberta,
faz do mundo um mágico canteiro de flores,
enche todos de belezas, poesias e de amores!

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