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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Prisioneiro

Amilcar Bernardi


Enjaulado em meu próprio corpo
sou navio preso ao corpóreo porto...
Preso dentro de músculos, ossos e pele
Não posso ir ao vento que me impele...
Não posso sair de mim e navegar!
Não posso de mim me desapegar!
Navegante preso que entre grades tanto padece...
Tenho a alma pálida: sem sol e enjaulada fenece!
Alma que entre as grades dos olhos a vida espia...
Alma que tantas vezes foge pelas frestas da poesia!
 
 
 

 

Um comentário:

  1. Oi, Prof. Amilcar Bernardi, bom dia! Amei o seu poema, tanto que até fiz um debate poético e está no meu blog na data de hoje. Espero que goste.

    Abraços!

    Sonia Salim

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