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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Repentina dor


Amilcar Bernardi
 

Repentinamente envelheço.

Eu era dia. Agora anoiteço.

Eu era jovem hoje ao acordar.

Agora sou velho de triste olhar.

Nessa manhã eu jovem amanheci.

Porém repentinamente envelheci.

Tão jovem fui nesse amanhecer.

Tão rápido foi meu envelhecer!

Levantei cheio de amanheceres.

Entardeci cheio de anoiteceres!

Amanheci feliz como criança.

Entardeci moribundo e sem esperança!
 
 
 

 

2 comentários:

  1. Às vezes eu leio o poema vivenciando e sentindo as dores, outras refletindo e analisando. Essa poesia levou-me a muitos pensamentos, mas não de tristeza e sim de serenidade. Achei interessante e paradoxal ao mesmo tempo, pois deveria nos levar a sofrimentos pelo que está refletindo em palavras.

    Será que fui além das palavras? Não sei...

    Parabéns, Amilcar, pela força na expressão!

    Abraços!

    Sonia Salim

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  2. Sonia, minha poetisa! Captaste o espírito da poesia: ela é paradoxal! Tu foste "além das palavras", pois és excelente leitora e escritora!

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