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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O poeta ancião


 
Caminhava pela estrada o poeta cansado.

Tinha lento o andar, apoiava-se num cajado.

 

O homem pela avançada idade é dela cativo.

Porém, inspirava respeito pelo andar altivo.

 

O olhar de um profundo azul era tênue, suave...

Um olhar solto, que voava, um olhar de ágil ave!

 

O ancião para numa árvore grande e florida.

Olha tudo em volta, lembra-se de sua vida...

 

Tantos sonhos, tantos sonhos tivera!

Foi jovem e belo como as flores na primavera!

 

Tantos sonhos Deus a ele deu...

E agora? Já não sonha, o sonho morreu!

 

Aquieta-se a espera da morte, a espera do fim...

Então sente o cheiro das rosas de celestial jardim!

 

Mais cansado ainda ouve do vento o canto.

Aquieta-se o ancião quando vê um anjo santo!

 

O anjo em luz com a mão estendida

Junta do chão aquela alma perdida...

 

Parecia dormir o idoso quando encontrado.

Parecia acordar – como num conto encantado!

 

Porém o ancião para o céu está viajando

Feliz sorria seus amores encontrando!

 

Poetas não são daqui, passam a vida sonhando...

Poetas só estão de passagem para o céu viajando!
 
 
 

Um comentário:

  1. Amilcar Bernardi, lindo poema! É tão bom sonhar, não é mesmo?

    Abraços! Sucesso!

    Sonia Salim

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