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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O massacre (Massacres na Síria)




Como um caudaloso riacho

fluía o populacho

por todos os cantos e ruas...

Pessoas famintas e nuas

voavam como vendaval!

Zumbis em tétrico carnaval

andavam pálidos, sem cor...

“A praça é do povo como o céu é do condor!”

Sirenes como gritos cruzavam os ares

voejavam coturnos e militares...

Revoadas de pessoas em cada canto...

Grito, soluço, queda e pranto!

Ondas e hordas: de pessoas uma enchente.

Pobres criaturas, presa tanta gente!

Urubus voavam. Grasnavam lá de cima!

Mortos e incêndios como Nagazake e Hiroshima!
 
Amilcar Bernardi

3 comentários:

  1. Às vezes, o artista precisa sofrer e mostrar os acontecimentos através de fotografia, poemas, desenhos e todos os meios possíveis, a fim de sensibilizar o mundo a respeito de seus feitos macabros. É o que nos propõe Amilcar Bernardi no poema "O Massacre".

    Abraços!

    Sonia Salim

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  2. Querida, amada Sonia! Obrigado por estares sempre atenta aos meus escritos! Obrigado mesmo!

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  3. Olá, professor Amilcar! Gostei de seu blog, e da destruição, você conseguiu construir um texto bonito e reflexivo, parabéns pela inspiração. Abraços.

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