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domingo, 1 de abril de 2012

Texto para o 4o ano refletir...

                    Era uma vez um louco muito louco...



Era uma vez um lugar onde havia tudo para todos. Tinha muitos rios. Tantos que ninguém ficava sem nadar se quisesse. Os rios eram cheios de peixe. Eram tantos que todos podiam pescar. Esse lugar era tão bom que as árvores tinham como fruto coisas bem gostosas. Algumas árvores davam pão. Outras estavam cheínhas de bolachas recheadas. No quintal das casas, tinha pé de arroz com feijão e um pomar lotado de frutas mingau com aveia. Havia árvores de todos os tipos e gostos. Além disso, se as crianças deste lugar misturassem as sementes, as árvores misturavam os sabores também.

Pelos campos as vaquinhas tinham torneirinhas na tetas. Todos podiam beber leite. As vacas pretas, ofereciam café com leite. As marrons forneciam achocolatado.  As brancas, claro, tinham nas torneirinhas leite puro. As magras e brancas tinha leite light, claro! Elas vagavam pelos campos, disponíveis.  As casas eram simples e confortáveis. Eram, inclusive, muito parecidas. Tinha tanta coisa, mas tanta coisa que ninguém dizia isso é meu, pois todos tinham tudo e até sobrava.

Um dia um jovem caiu e bateu forte com a cabeça. Pof! Ficou maluquinho, maluquinho! Dava até pena! Ele era bonzinho, mas não estava bem da bola. Ficou esquisito, cheio de manias. Cada dia ficava mais maluco. Os médicos desse lugar legal, não conseguiam cura-lo. O jovem cada vez era menos feliz, mesmo tendo tudo. Então enlouqueceu totalmente. Sabe o que ele fez?

Acordou numa bela manhã e foi até o jardim da sua casa. Começou a construir uma cerca. Todos estranharam... uma cerca? Para que? Todos se visitavam e todos tinham tudo, não precisava proteção.  Ele estava cada vez mais louco, coitado! Plantou árvores no seu jardim. Criou cachorros bravos e colocou no pátio. Quando estava na pior fase da sua loucura, usou uma palavra pouco usada naquele lugar. Alguns nem a conheciam. Ele disse:

Não entrem aqui. Essa casa é MINHA. Este cachorro é MEU. Estas árvores são MINHAS.

No início as pessoas riram. Ora, que idéia estranha essa de ter coisas! Se ele tinha um cachorro, todos tinham também. Se ele tinha casa, todos também tinham! Que homem louco! Todos riam e não davam ouvidos ao rapaz.

A loucura aumentou. Um dia ele pegou mais um cachorrinho da rua e disse a todos:

Vocês têm UM cachorro e eu tenho DOIS. Vocês têm UMA casa e eu vou construir outra para ter DUAS casas!

Algo estranho aconteceu! Talvez aquela loucura fosse contagiante! As pessoas pararam, emburrecidas, para pensar sobre aquelas idéias do louco. E, pasmem,  Acreditaram nela! Muitos foram correndo para suas únicas casas para construírem muros e fazerem mais casas. Então alguns teriam UMA coisa e outras teriam DUAS ou MAIS  coisas! Que loucura, como acreditaram que uma coisa é pouco e que é melhor ter mais????

O jovem louco piorava. Inventou mais coisas loucas. Chamou seus irmãos e disse que precisava cuidar das suas DUAS casas e seus DOIS cachorros. Afinal, alguém poderia pegar as coisas que ele tinha em excesso e que os outros não tinham, por terem só o suficiente!  Todos ficaram mais locos ainda quando gostaram da idéia de proteger o que tinham a mais que os outros!

Tempos depois, todos já doentes da cabeça, aconteceu o pior. Alguém tentou pegar o que o outro tinha sobrando. E quem cuidava teve que bater para defender o que alguém tinha em excesso.



Ninguém mais foi feliz ali. Tu podes imaginar porque?

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