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domingo, 8 de abril de 2012

Eu posso nada, você pode tudo!

            Por que você torna frágil minha pele?

Por que ao embate você me impele

se tira meu escudo e minha proteção?

Por que me faz só de poema e canção?



Não quero sua onipresença!

Você é antraz, terrível doença

ou terrível fatalidade!

Seu nome? Sensibilidade!



Você me toma e me consome!

Mesmo sendo doce seu nome,

terrível é sua força na fragilidade!

Não! Não te quero sensibilidade!



Quero ser duro, quero ser pedra!

Mas pela alma você medra

fragilizando minha armadura!

Quero ser bruto de alma dura!



Quero endurecer na crueza e fealdade!

Mas penetra-me melíflua sensibilidade!

Não quero mais compadecer, sentir ou poetar,

Nunca mais ter alma ou me sensibilizar!



Quero ser bruto, quer ser negro pedregulho,

Quer ser rocha sem dor ou orgulho!

Quero ser frieza sem nenhuma docilidade!

Eu posso nada, você pode tudo maldita sensibilidade!

Um comentário:

  1. Prof. Amilcar Bernardi, você e a sensibilidade a nos encantar... E daqui, a sensibilidade ousou retrucar.

    Doce sensibilidade...
    Por que a maltrata
    Tal escritor e poeta?
    Vocês são inseparáveis!

    Grande abraço!

    @soniasalim

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