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domingo, 27 de novembro de 2011

Desesperança...

Prof. Amilcar Bernardi


O povo sofre. Quedo-me em silêncio. Quase como aquele minuto de silêncio que fazemos em respeito a uma tragédia. Lembrei-me da expressão em latim luctu (tristeza); daí vem a palavra luto. Portanto, estou de luto. Magistrados e políticos promovem em nosso país a desconfiança! Incontáveis vezes os jovens perguntam: Em quem confiar? Acabrunhado, dói-me a angústia que essa pergunta revela. È um grito de dor, é a manifestação do abandono moral que as pessoas que regem o Estado nos deixaram. E o pior: titubeio quando quero responder a essa pergunta!

Órfãos de modelos, carentes de virtudes, enganados em seus sonhos, os jovens se rebelam sem saber bem o porquê e o como fazê-lo.  Sem exemplos confiáveis, lançam-se ao morticínio das drogas, aos prazeres fúteis e ao consumo predatório. Suicidas inconscientes, presos a um eterno presente, não sabem o passado, não refletem sobre o futuro. Vivem alucinados no hoje.

Quanto mais desesperança, mais será necessário o braço forte da lei para conter o povo.  Quanto mais abandono moral dos que deveriam ser exemplos, mais as leis vão regrar as ações das pessoas, pois todos serão lobos de todos. Quanto mais tememos o governo hipertrofiado e os vizinhos, as sanções da lei se ampliarão cada vez mais.  Então a loucura acontece e ninguém mais respeita a legalidade. O Estado e os impostos crescem desordenadamente. Na mesma medida dessa hipertrofia, cresce a impunidade. 

Urge procurar meios de retomar a confiança no outro. Urge termos bom conceito dos que nos cercam.  Somos de fato todos irmãos. O que nos separa é a desconfiança. É chegada a hora de confiar como regra geral.

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