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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A morte do vate!

Bárbaros barbados!
Em cavalos aloucados
Vem em torpes bandos!
Anjos arcanjos
Tremem e deixam o poeta só!
Os vândalos levantam pó!
Espadas erguidas!
Melenas longas e fedidas,
Suor faz a pele deles brilhar!
Cavalos loucos a relinchar,
Lanças em riste!
O chão e tudo que existe
Treme embaixo das patas!
Bárbaros, psicopatas
uivam ameaçadores!
Batem tambores,
Espadas no ar!
Como búfalos avançam,
Como loucos cantam!
Bárbaros por todas as veredas,
Loucas faíscas e labaredas
Das armas saltam aos borbotões!
São como magmas de vulcões
Tudo destruindo e matando!
O vate frágil, chorando,
Abre o peito à pérfida falange!
Como lança a caneta,
Como escudo a poesia!
Morre: o poeta vai embora como cometa!
Morre: o poeta vira sonho e fantasia!


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